Porque cada pessoa é um mundo, e tem muito mundo nesse mundo pra conhecer
Translate
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Bem vindo
Podia ouvir passos. O ambiente estava escuro, mas era possível saber que tratava-se de um espaço grande. À medida em que se acostumava à escuridão podia saber que havia muitas cadeiras. E um palco. Sim, definitivamente havia um palco. E os passos? Eram os seus. Havia tanto tempo que não prestava atenção em si mesmo que tinha esquecido seus próprios sons. A penumbra já não incomodava mais. Pisou mais forte para se reconhecer. E mais uma vez. Bateu palmas, respirou fundo. Passou a mão pelos cabelos e depois pelo corpo. Sim. Estava vivo. De novo. De volta. Podiam abrir as cortinas.
sexta-feira, abril 22, 2011
Apenas uma vez
Não fosse pelo meu desconcerto
Pela minha falta de jeito
Teria lido o que seus olhos queriam dizer
E, quiçá tivesse feito isso,
Teríamos vivido o amor mais lindo que o acaso já sentenciou
Mas meus olhos fugiram dos seus
E seus braços dos meus
E o que poderia ficar mais próximo já não se pode ver mais
Ficou pra lá das fronteiras, além do oceano,
E talvez não aconteça jamais.
domingo, fevereiro 27, 2011
V tem som de valsa
Levar a vida levemente
Ser levada, deixar-se levar
Livrar-se dos vícios
Livre para poder viver
Sem vãos
Sem véus
Vida vivida velozmente
Vagueando num vai-e-vem vertiginoso
Vislumbrando-se, por vezes,
Com a volúpia de valsar cada dia.
Ser levada, deixar-se levar
Livrar-se dos vícios
Livre para poder viver
Sem vãos
Sem véus
Vida vivida velozmente
Vagueando num vai-e-vem vertiginoso
Vislumbrando-se, por vezes,
Com a volúpia de valsar cada dia.
sábado, janeiro 29, 2011
Substrato
E a comichão que me acomete é similar àquela coceirinha que se sente na sola do pé: ninguém vê, mas incomoda muito.
domingo, novembro 14, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
I don’t belong here
O lado bom de pertencer a lugar nenhum é poder se sentir em casa em qualquer lugar. O lado ruim é sentir saudades de um lugar que você não sabe onde fica.
domingo, setembro 19, 2010
Furtivamente
Numa noite dessas, um ladrão entrou, de mansinho, sorrateiramente, por uma das janelas que, desprevenidamente, estava aberta.
Ele não levou dinheiro, não levou joias. Levou as ideias. Parece pouco, mas era o que possuiam de maior valor.
Ele não levou dinheiro, não levou joias. Levou as ideias. Parece pouco, mas era o que possuiam de maior valor.
sábado, junho 19, 2010
Prisão
Prenderam a borboleta dentro de uma caixa de sapatos. Está escuro e ela não consegue voar. Lá dentro, não importa que cor têm suas asas.
segunda-feira, maio 03, 2010
Sonhos
É como acordar de um sonho e perceber que tudo aquilo que você viveu não existia. Uma imagem virtual que você tenta agarrar com a ponta dos dedos enquanto ela some como se fosse uma nuvem de fumaça colorida. Tudo visivelmente tão concreto. Tudo concretamente tão irreal. Tudo sonho, tudo fantasia. E os olhos se espremem na tentativa de dormir de novo. De sonhar de novo. Sonho, volte!
Assinar:
Postagens (Atom)