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domingo, fevereiro 27, 2011

V tem som de valsa

Levar a vida levemente
Ser levada, deixar-se levar
Livrar-se dos vícios
Livre para poder viver
Sem vãos
Sem véus
Vida vivida velozmente
Vagueando num vai-e-vem vertiginoso
Vislumbrando-se, por vezes,
Com a volúpia de valsar cada dia.

sábado, janeiro 29, 2011

Substrato

E a comichão que me acomete é similar àquela coceirinha que se sente na sola do pé: ninguém vê, mas incomoda muito.

domingo, novembro 14, 2010

Não importa a previsão do tempo: se faz frio aqui dentro, no coração, nem mesmo se o sol chegar mais perto vai conseguir esquentar.

quarta-feira, setembro 22, 2010

I don’t belong here

O lado bom de pertencer a lugar nenhum é poder se sentir em casa em qualquer lugar. O lado ruim é sentir saudades de um lugar que você não sabe onde fica.

domingo, setembro 19, 2010

Furtivamente

Numa noite dessas, um ladrão entrou, de mansinho, sorrateiramente, por uma das janelas que, desprevenidamente, estava aberta.
Ele não levou dinheiro, não levou joias. Levou as ideias. Parece pouco, mas era o que possuiam de maior valor.

sábado, junho 19, 2010

OBS. Um tanto quanto ausente, mas tentando voltar à ativa. Por enquanto, arriscando palpites sobre a copa em www.cronicasdacopa.blogspot.com

Prisão

Prenderam a borboleta dentro de uma caixa de sapatos. Está escuro e ela não consegue voar. Lá dentro, não importa que cor têm suas asas.

segunda-feira, maio 03, 2010

Sonhos

É como acordar de um sonho e perceber que tudo aquilo que você viveu não existia. Uma imagem virtual que você tenta agarrar com a ponta dos dedos enquanto ela some como se fosse uma nuvem de fumaça colorida. Tudo visivelmente tão concreto. Tudo concretamente tão irreal. Tudo sonho, tudo fantasia. E os olhos se espremem na tentativa de dormir de novo. De sonhar de novo. Sonho, volte!

terça-feira, março 30, 2010

Sem voz

Roubaram a voz do menino. Com os olhos arregalados, ele olhava para um lado e para o outro, como criança perdida em busca dos pais. Não sabia como tinha emudecido e ainda não tinha descoberto como reaprender a falar. Os olhos rasos de água denunciavam que ele ainda sentia, mas o silêncio fazia entender que já não conseguia se expressar. Sobrava sentimento, faltava compartilhar. E não era porque não queria, era só porque um ladrão o fez calar.

domingo, março 07, 2010

Tempo de chuva

Na calçada molhada

O reflexo de quem caminhava

Perdida entre pingos d’água

Envolvidas por gotas de lágrima.