Translate

sábado, janeiro 24, 2009

Sobre o fim

Depois que tudo acaba, a gente morre de saudade. Mas revive da esperança de sentir e viver tudo de novo, até o fim.

terça-feira, janeiro 20, 2009

Devaneios

Meu caminho são meus passos certos pela incerteza da vida. Da rua vem o silêncio do excesso de ruído, embutido nas lacunas da ausência de canção. Enquanto o prédio ao lado reza para livrarnos dos males amém, o vizinho vende a preço barato, encobertado pela bela embalagem, o desfrute, o desvio e o pecado - e se levar os três ainda ganha um desconto.
Na rua dos desencontros ainda moram olhares tristes, carregados de lembrança. Foram apagando pedaços de cimento, mas memória não é concreto, não vai embora com uma martelada, a não ser que seja na cabeça - mas isso não é coisa que se faça. Medidas extremas têm seus limites.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Sobre o tempo

O tempo nada mais é que uma disputa contínua entre o tic e o tac para ver qual dos dois chega primeiro ao segundo final.

Tic Tac
Tic Tac
Tic Tac

Tic
Ou
Tac?

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Enquanto continuar plantando egoísmo, só colherá solidão.
E não adianta culpar os comprimidos.

domingo, janeiro 11, 2009

Cinema vivo

Pior mesmo
São os filmes da vida gravados por nossos próprios olhos
Que registram imagens que rodam
Incessantemente
Incansavelmente
Pela tela da mente inquieta e insone da gente

quarta-feira, janeiro 07, 2009

Suzinices

Girei a chave na porta
Ao entrar, percebi uma cama sobrando
E a dúvida que agora me consome é:
Seria a cama que sobrava
Ou a companhia que faltava?

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Uns

Um botão de rosa para comover.
Um anel para celebrar.
Uma pétala para guardar.
Uma carta para contar.
Um suspiro para recordar.
Uma lágrima para despedir.
Um sorriso para perdoar.

Todo mundo é sempre um pouco muito sozinho.

sábado, dezembro 20, 2008

Aprendizados de um ano velho

Às vezes o melhor que a gente tem a fazer é deixar a porta aberta. Não é trancando a passagem que conseguiremos impedir que algumas coisas se vão: há sempre uma fresta de janela. Nem tudo o que a gente quer que seja para sempre pode ser e nem tudo o que a gente quer que vá embora vai no momento em que achamos mais conveniente. Paciência é uma virtude, desapego é um dom. Não somos donos de nada, a não ser das nossas próprias escolhas. O que já passou pode vir disfarçado numa nova já vivida situação. Os próximos passos dependerão do que você aprendeu antes.

Não devemos dizer adeus para nada. Somos feitos de uma massa de experiências e lembranças misturadas. Pelo menos em nossa mente, uma hora, tudo volta.

Até logo, 2008.

Meu presente de Natal para a Gaborin

Costumo jogar aqui palavras perdidas na minha cabeça insana. Mas o pedido de uma amiga chegou por essas vias internéticas e só porque é a Gaborin Gaboriela, alguém que eu admiro e quero bem pra caramba, também vou brincar de "meme" ("meme" significa criar um post com uma idéia e fazer com que outras pessoas escrevam sobre esse mesmo assunto dando seu ponto de vista.”, explicação de Alexandre Fugita, escritor do site TechBits).

Então, lá vai:

  1. Primeiro as regras:
  2. Colocar o link de quem te indicou pro meme;
  3. Escrever as regras antes do meme pra deixar a brincadeira mais clara;
  4. Contar os 6 fatos aleatórios sobre sua honorável pessoa;
  5. Indicar 6 blogueiros pra continuar o meme;
  6. Avisar para esses blogueiros que eles forma indicados;

Seis fatos aleatórios de uma só Suzina:

1) Sou uma Suzina que adora cachorros, coleciona patos, tem uma queda por llamas, mas que até hoje não teve nenhuma vontade de ter filhos.

2) A Suzina aqui em questão também gostaria que comer fosse livre arbítrio e não uma obrigação e parte da rotina do dia-a-dia. Por mim, as pessoas comeriam só quando quisessem e não passariam mal ou ficariam doentes por ficar um mês sem comida.

3) Dirigir e nadar são coisas que a Suzina nunca fez e que descobriu que tem bastante medo de fazer.

4) Mais de qualquer outro gesto, Suzina gosta de abraços. Uma pessoa pode ser muito legal para mim até eu descobrir que ela não gosta de abraços ou receber um abraço frouxo da própria. Tenho mania de estudar as pessoas pelo abraço que elas dão.

5) Suzina não gosta de nhemnhemnhem ou mimimi, como preferirem. Objetividade é minha preferência.

6) Para provar que poderia fazer coisas que nunca tinha feito, este ano Suzina pintou as unhas de vermelho pela primeira vez (das mãos e dos pés!), furou pela segunda vez a orelha e topou beber mais do que três caipirinhas numa só noite: e não ficou bêbada!

Pronto, tá aí meu "meme". Para quem eu indico? Difícil... Para todo mundo que quiser fazer... Pronto, isso! Você, que está lendo, tem aí o meu convite!

=)

domingo, dezembro 07, 2008

Sobre o esquecimento

Esquecer. Não lembrar mais. Do que é que a gente costuma não se recordar? Geralmente, de tudo aquilo que dizemos que lembraremos. Enquanto isso, todas as coisas que tentamos trancafiar no baú das memórias perdidas ficam vivas e sedentas de atenção. Muitas vezes porque simplesmente não queremos esquecer. Nossos lábios proferem canções de despedida, mas tudo não passa de um rito velado de mumificar uma lembrança dolorida.
Ser esquecido é tão doloroso que se as pessoas pudessem grudariam post-its com seu nome no coração umas das outras.