Porque cada pessoa é um mundo, e tem muito mundo nesse mundo pra conhecer
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sexta-feira, outubro 26, 2007
Amor maior
Hoje, enquanto eu dormia no meu fretado, voltando para casa, Deus pintou o céu para mim. Quando abri meus olhos e vi através da janela tanta beleza, meu coração bateu mais rápido. Nenhum outro amor faria algo tão belo para me ver feliz. Só o amor maior.
sábado, outubro 20, 2007
Outono

Hoje eu acordei, abri a janela, respirei fundo e percebi que o outono da minha vida tinha passado, mais uma vez.
Não é que eu não gosto do outono. É porque é quando as folhas perdem o viço, as árvores se desfazem do que é antigo para dar lugar ao novo e os dias ficam cheios daquela imprevisibilidade.
É quando os bichos se escondem, se protegem e se cuidam. É quando a gente cuida do que tem de valioso, daquilo que juntamos ao longo dos dias e que nos dará força quando as tempestades e dias de frio intenso surgirem.
Percebi porque senti que o colorido tinha voltado a fazer parte dos meus dias e estava me fazendo ver tudo com a real beleza que há em cada coisa. E porque percebi que estava na hora de juntar as folhas e galhos secos e jogar fora, para dar lugar ao espetáculo que é quando surgem as flores.
Assim como tudo na vida, o outono também passa. E volta, um dia.
Não é que eu não gosto do outono. É porque é quando as folhas perdem o viço, as árvores se desfazem do que é antigo para dar lugar ao novo e os dias ficam cheios daquela imprevisibilidade.
É quando os bichos se escondem, se protegem e se cuidam. É quando a gente cuida do que tem de valioso, daquilo que juntamos ao longo dos dias e que nos dará força quando as tempestades e dias de frio intenso surgirem.
Percebi porque senti que o colorido tinha voltado a fazer parte dos meus dias e estava me fazendo ver tudo com a real beleza que há em cada coisa. E porque percebi que estava na hora de juntar as folhas e galhos secos e jogar fora, para dar lugar ao espetáculo que é quando surgem as flores.
Assim como tudo na vida, o outono também passa. E volta, um dia.
sábado, setembro 22, 2007
Vida on
Posso ser chata, rabugenta. Posso levar as coisas a sério demais e ser muito mais velha do que eu deveria ser. E tem gente que pode até achar que não sou feliz por causa disso tudo.
Mas quando eu aperto o play do meu som só eu sei o prazer e a alegria contagiante que sinto. A vontade de esquecer que a rua está cheia de gente e sair dançando por aí, cantando alto e deixando a música contagiar tudo à volta.
Os pés ganham leveza, as pernas começam a movimentar e os dedos a tamborilar. Dá uma vontade de sorrir, de fechar os olhos, sentir o vento, abrir os braços e cantar alto cada letra, cada frase.
E eu passo pelas ruas olhando quem vai, sério, seguindo seu destino, sem a companhia das boas e velhas canções. E fico pensando que tristes são eles. Enquanto o meu mundo está colorido, o deles, para mim, parece preto e branco.
Existem duas vidas: uma on e outra off.
Mas quando eu aperto o play do meu som só eu sei o prazer e a alegria contagiante que sinto. A vontade de esquecer que a rua está cheia de gente e sair dançando por aí, cantando alto e deixando a música contagiar tudo à volta.
Os pés ganham leveza, as pernas começam a movimentar e os dedos a tamborilar. Dá uma vontade de sorrir, de fechar os olhos, sentir o vento, abrir os braços e cantar alto cada letra, cada frase.
E eu passo pelas ruas olhando quem vai, sério, seguindo seu destino, sem a companhia das boas e velhas canções. E fico pensando que tristes são eles. Enquanto o meu mundo está colorido, o deles, para mim, parece preto e branco.
Existem duas vidas: uma on e outra off.
terça-feira, setembro 18, 2007
Um dia frio
Hoje faz tanto frio como há seis anos. O mesmo céu azul, com o sol brilhante, está ali ao alcance dos olhos de quem quiser ver. De quem puder ver.
Desde o dia de sua despedida tem um vazio que mora aqui e que nunca mais será preenchido.
Hoje o dia amanheceu exatamente como o dia da sua partida. Com a mesma dor, aumentada pela saudade que se faz cada dia mais presente.
Desde o dia de sua despedida tem um vazio que mora aqui e que nunca mais será preenchido.
Hoje o dia amanheceu exatamente como o dia da sua partida. Com a mesma dor, aumentada pela saudade que se faz cada dia mais presente.
domingo, setembro 16, 2007
Recordação
Hoje eu sentei aqui e fiquei olhando as lembranças, imagens distantes de um tempo em que fomos amigos. E felizes. E senti no peito a mesma volupia que sempre senti quando alguma coisa dava errada nesta relação e eu corria atrás de você, que era para não deixar irem embora os sorrisos partilhados. As histórias que vivemos, as lágrimas que enxugamos, as risadas que trocamos, tudo isso fez meu coração apertar de saudade. E quanta saudade!
Pensei em correr pro telefone e ligar e dizer: "corra, vem pra cá, aquele filme brega da sessão das dez vai passar de novo e nós podemos ver juntos e rir de tudo outra vez, o que acha?"
Não fosse por um segundo divisor, era isso que teria feito. Mas ali, do lado das lembranças boas, eu percebi, dobrado, amassado e escondido, o rol de lembranças amargas, doloridas e tristes que eu, por um momento, esqueci. E me perguntei se sou só eu que sinto saudade, que tenho vontade de ligar e pedir desculpas. Pô, a gente erra na vida e o que nos faz amigos é abrir os braços sempre que alguém pede pra voltar.
E foi assim que percebi, pelo teu silêncio, por tua ausência, que nada disto possivelmente importa para você. Que isso tudo que guardo com tanto carinho e me faz ter vontade de te ter perto de novo, para você não representa nada. Possivelmente para você não fomos nada, não temos nada, eu pra você sou mais um.
Carrego aqui então comigo mais algumas poucas lágrimas que deixarei correr por você. Porque a despedida, no fim, sempre faz as coisas ficarem mais belas do que elas foram. E é assim que prefiro guardar nós dois, como uma boa recordação.
Pensei em correr pro telefone e ligar e dizer: "corra, vem pra cá, aquele filme brega da sessão das dez vai passar de novo e nós podemos ver juntos e rir de tudo outra vez, o que acha?"
Não fosse por um segundo divisor, era isso que teria feito. Mas ali, do lado das lembranças boas, eu percebi, dobrado, amassado e escondido, o rol de lembranças amargas, doloridas e tristes que eu, por um momento, esqueci. E me perguntei se sou só eu que sinto saudade, que tenho vontade de ligar e pedir desculpas. Pô, a gente erra na vida e o que nos faz amigos é abrir os braços sempre que alguém pede pra voltar.
E foi assim que percebi, pelo teu silêncio, por tua ausência, que nada disto possivelmente importa para você. Que isso tudo que guardo com tanto carinho e me faz ter vontade de te ter perto de novo, para você não representa nada. Possivelmente para você não fomos nada, não temos nada, eu pra você sou mais um.
Carrego aqui então comigo mais algumas poucas lágrimas que deixarei correr por você. Porque a despedida, no fim, sempre faz as coisas ficarem mais belas do que elas foram. E é assim que prefiro guardar nós dois, como uma boa recordação.
segunda-feira, setembro 10, 2007
Atropelados
As pessoas não medem a velocidade com que atropelam os sentimentos dos outros.
É por isso que existem por aí tantos feridos: somos todos atropelados, algumas vezes, até pelos amigos.
É por isso que existem por aí tantos feridos: somos todos atropelados, algumas vezes, até pelos amigos.
sexta-feira, agosto 17, 2007
Conselhos
Situação 1: Você está lá, sentada, esperando o sei lá o quê que está para passar. De repente, cruza os olhos com o moço ali do lado, que também sabe-se lá o que está esperando, e que você descobriu que está te olhando. Pronto. Motivo suficiente para a mente viajar e você pensar que o bendito vai levantar de onde está, ajoelhar-se na sua frente e dizer que você é a mulher por quem ele estava esperando desde que nasceu. O fato é que o tal sei lá o quê que o moço estava esperando acontece e ele vai embora sem ao menos dar um sorrisinho. Você, claro, frustrada.
Conselho: Pare de ver novela.
Conselho: Pare de ver novela.
terça-feira, agosto 07, 2007
O velho que corre
Às vezes eu tenho a impressão de que, logo, este velho pedaço de músculo, desenhado de forma tão romântica por crianças e namorados, vai cansar dessa corrida louca que ele faz todos os dias. E ele vai parar porque vai se perguntar por que é que foi que ele se apressou tanto na vida, por que é que ele saiu em disparada, como se buscasse um refúgio, garantido só pra ele em algum lugar desse imenso mar de gente.
E ele vai ver sentir que suas forças se esgotaram enquanto ele corria em círculos e que mesmo depois de tudo isso, ele não chegou em lugar nenhum além de diante de si mesmo. Ele não saiu do lugar nunca. Ele nem conseguiu que todos vissem e ouvissem seus passos apressados, sua ânsia de estar perto e de sentir junto com o outro que pulsava ali, no mundo ao lado.
Ele vai olhar pra essa cara nova que carrega, mas vai ver nela cada ruga da velhice de sua alma e vai desistir. Porque vai perceber que já correu demais e mesmo que, se a partir de agora caminhasse em passos lentos, ele não chegaria a nenhum outro lugar.
E ele vai ver sentir que suas forças se esgotaram enquanto ele corria em círculos e que mesmo depois de tudo isso, ele não chegou em lugar nenhum além de diante de si mesmo. Ele não saiu do lugar nunca. Ele nem conseguiu que todos vissem e ouvissem seus passos apressados, sua ânsia de estar perto e de sentir junto com o outro que pulsava ali, no mundo ao lado.
Ele vai olhar pra essa cara nova que carrega, mas vai ver nela cada ruga da velhice de sua alma e vai desistir. Porque vai perceber que já correu demais e mesmo que, se a partir de agora caminhasse em passos lentos, ele não chegaria a nenhum outro lugar.
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