Situação 1: Você está lá, sentada, esperando o sei lá o quê que está para passar. De repente, cruza os olhos com o moço ali do lado, que também sabe-se lá o que está esperando, e que você descobriu que está te olhando. Pronto. Motivo suficiente para a mente viajar e você pensar que o bendito vai levantar de onde está, ajoelhar-se na sua frente e dizer que você é a mulher por quem ele estava esperando desde que nasceu. O fato é que o tal sei lá o quê que o moço estava esperando acontece e ele vai embora sem ao menos dar um sorrisinho. Você, claro, frustrada.
Conselho: Pare de ver novela.
Porque cada pessoa é um mundo, e tem muito mundo nesse mundo pra conhecer
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sexta-feira, agosto 17, 2007
terça-feira, agosto 07, 2007
O velho que corre
Às vezes eu tenho a impressão de que, logo, este velho pedaço de músculo, desenhado de forma tão romântica por crianças e namorados, vai cansar dessa corrida louca que ele faz todos os dias. E ele vai parar porque vai se perguntar por que é que foi que ele se apressou tanto na vida, por que é que ele saiu em disparada, como se buscasse um refúgio, garantido só pra ele em algum lugar desse imenso mar de gente.
E ele vai ver sentir que suas forças se esgotaram enquanto ele corria em círculos e que mesmo depois de tudo isso, ele não chegou em lugar nenhum além de diante de si mesmo. Ele não saiu do lugar nunca. Ele nem conseguiu que todos vissem e ouvissem seus passos apressados, sua ânsia de estar perto e de sentir junto com o outro que pulsava ali, no mundo ao lado.
Ele vai olhar pra essa cara nova que carrega, mas vai ver nela cada ruga da velhice de sua alma e vai desistir. Porque vai perceber que já correu demais e mesmo que, se a partir de agora caminhasse em passos lentos, ele não chegaria a nenhum outro lugar.
E ele vai ver sentir que suas forças se esgotaram enquanto ele corria em círculos e que mesmo depois de tudo isso, ele não chegou em lugar nenhum além de diante de si mesmo. Ele não saiu do lugar nunca. Ele nem conseguiu que todos vissem e ouvissem seus passos apressados, sua ânsia de estar perto e de sentir junto com o outro que pulsava ali, no mundo ao lado.
Ele vai olhar pra essa cara nova que carrega, mas vai ver nela cada ruga da velhice de sua alma e vai desistir. Porque vai perceber que já correu demais e mesmo que, se a partir de agora caminhasse em passos lentos, ele não chegaria a nenhum outro lugar.
quinta-feira, julho 26, 2007
Faroeste
Bang!
O bandido atira e acerta. O mocinho cambaleia pra um lado e para outro, com a mão posta no coração como se pudesse com a ponta dos dedos prover a mágica de curar todo mal que faz doer.
Seus dedos são curtos, sua fé é pouca e a multidão que tudo acompanhava foi embora num estalido. Ficaram só ele, a dor e a pouca vida que aos poucos também se retirava.
O bandido atira e acerta. O mocinho cambaleia pra um lado e para outro, com a mão posta no coração como se pudesse com a ponta dos dedos prover a mágica de curar todo mal que faz doer.
Seus dedos são curtos, sua fé é pouca e a multidão que tudo acompanhava foi embora num estalido. Ficaram só ele, a dor e a pouca vida que aos poucos também se retirava.
quinta-feira, julho 19, 2007
sábado, julho 14, 2007
sexta-feira, julho 13, 2007
Mal do coração
Sentir o coração bater no peito apressado e um milhão de pequenas
borboletas serem aprisionadas no estômago. Respiração ofegante, olhos
brilhantes, boca seca, mãos úmidas, cabeça zonza. O doutor diagnostica, ou
qualquer outra pessoa que olhe – o mal desse sujeito é paixão e não há
remédio que cure – eles dirão. O enfermo suplica desesperadamente por um
antídoto e obtém a resposta, sabida, mas perigosa demais para se dizer em
alto e bom tom:
- Não há remédio que cure essa enfermidade. A febre vai aumentar, a fome
vai diminuir, as noites de sono vão ficar mais curtas, os olhos vão
ganhar um brilho lombriguento. Não há nada a se fazer. Mas para amenizar
o mal, é recomendado não esconder o agente causador , pelo contrário:
abraçá-lo, rir dele, rir com ele e aproveitar cada segundo em que os
sintomas permaneçam latejando no corpo, na mente e na alma, porque depois
que passar, se nunca mais voltar, você vai sentir falta da doença que te
faz conhecer o inferno e o paraíso, mas sobretudo, te faz sentir vivo.
borboletas serem aprisionadas no estômago. Respiração ofegante, olhos
brilhantes, boca seca, mãos úmidas, cabeça zonza. O doutor diagnostica, ou
qualquer outra pessoa que olhe – o mal desse sujeito é paixão e não há
remédio que cure – eles dirão. O enfermo suplica desesperadamente por um
antídoto e obtém a resposta, sabida, mas perigosa demais para se dizer em
alto e bom tom:
- Não há remédio que cure essa enfermidade. A febre vai aumentar, a fome
vai diminuir, as noites de sono vão ficar mais curtas, os olhos vão
ganhar um brilho lombriguento. Não há nada a se fazer. Mas para amenizar
o mal, é recomendado não esconder o agente causador , pelo contrário:
abraçá-lo, rir dele, rir com ele e aproveitar cada segundo em que os
sintomas permaneçam latejando no corpo, na mente e na alma, porque depois
que passar, se nunca mais voltar, você vai sentir falta da doença que te
faz conhecer o inferno e o paraíso, mas sobretudo, te faz sentir vivo.
terça-feira, junho 26, 2007
Segundos de sabedoria III
A gente devia aproveitar cada dia como se aproveita a última fatia do bolo preferido.
quinta-feira, junho 21, 2007
.
Um conto
Um ponto entrelaçado com outro ponto
Uma linha de pontos que se cruzam, se encontram e se abraçam.
E se rendem:
Nunca mais se soltarão.
Um ponto entrelaçado com outro ponto
Uma linha de pontos que se cruzam, se encontram e se abraçam.
E se rendem:
Nunca mais se soltarão.
Música
De repente, isso tudo ganha música, aquela, a trilha sonora que você escolheu num arquivo de milhões de outras tantas que você já ouviu na vida. Aquela que quando tocar no rádio e você estiver dirigindo, ou observando o trânsito parado pela janela do ônibus, vai te fazer sorrir e quem sabe até cantar.
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