No meio da praça tinha uma estátua. E do lado da estátua tinha um flautista.
Em frente à praça, tinha um moço. E o moço olhava e ouvia o flautista com os olhos cheios de lágrimas.
Porque dentro do moço havia um coração solitário. E dentro do coração vazio o som da flauta vibrava. E dentro da flauta, o sopro triste do flautista se transformava.
Porque cada pessoa é um mundo, e tem muito mundo nesse mundo pra conhecer
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domingo, março 11, 2012
quinta-feira, março 01, 2012
Quando tempo dura um segundo
Uma janela aberta, um céu desnudo, mostrando todos seus detalhes para quem quer ver. Uma música suave ao fundo, um cheiro de felicidade pelo ar. Dois olhos perdidos em outros dois que buscam cumplicidade e companhia, mesmo que seja só por um momento. O toque suave e quente, duas bocas que se unem, dois corpos que se atraem. O mundo lá fora não mais existe. As estrelas são testemunhas caladas de uma noite sem pressa de acabar, sem compromisso de continuar. Pelo menos só por hoje.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
Bem vindo
Podia ouvir passos. O ambiente estava escuro, mas era possível saber que tratava-se de um espaço grande. À medida em que se acostumava à escuridão podia saber que havia muitas cadeiras. E um palco. Sim, definitivamente havia um palco. E os passos? Eram os seus. Havia tanto tempo que não prestava atenção em si mesmo que tinha esquecido seus próprios sons. A penumbra já não incomodava mais. Pisou mais forte para se reconhecer. E mais uma vez. Bateu palmas, respirou fundo. Passou a mão pelos cabelos e depois pelo corpo. Sim. Estava vivo. De novo. De volta. Podiam abrir as cortinas.
sexta-feira, abril 22, 2011
Apenas uma vez
Não fosse pelo meu desconcerto
Pela minha falta de jeito
Teria lido o que seus olhos queriam dizer
E, quiçá tivesse feito isso,
Teríamos vivido o amor mais lindo que o acaso já sentenciou
Mas meus olhos fugiram dos seus
E seus braços dos meus
E o que poderia ficar mais próximo já não se pode ver mais
Ficou pra lá das fronteiras, além do oceano,
E talvez não aconteça jamais.
domingo, fevereiro 27, 2011
V tem som de valsa
Levar a vida levemente
Ser levada, deixar-se levar
Livrar-se dos vícios
Livre para poder viver
Sem vãos
Sem véus
Vida vivida velozmente
Vagueando num vai-e-vem vertiginoso
Vislumbrando-se, por vezes,
Com a volúpia de valsar cada dia.
Ser levada, deixar-se levar
Livrar-se dos vícios
Livre para poder viver
Sem vãos
Sem véus
Vida vivida velozmente
Vagueando num vai-e-vem vertiginoso
Vislumbrando-se, por vezes,
Com a volúpia de valsar cada dia.
sábado, janeiro 29, 2011
Substrato
E a comichão que me acomete é similar àquela coceirinha que se sente na sola do pé: ninguém vê, mas incomoda muito.
domingo, novembro 14, 2010
quarta-feira, setembro 22, 2010
I don’t belong here
O lado bom de pertencer a lugar nenhum é poder se sentir em casa em qualquer lugar. O lado ruim é sentir saudades de um lugar que você não sabe onde fica.
domingo, setembro 19, 2010
Furtivamente
Numa noite dessas, um ladrão entrou, de mansinho, sorrateiramente, por uma das janelas que, desprevenidamente, estava aberta.
Ele não levou dinheiro, não levou joias. Levou as ideias. Parece pouco, mas era o que possuiam de maior valor.
Ele não levou dinheiro, não levou joias. Levou as ideias. Parece pouco, mas era o que possuiam de maior valor.
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