Porque cada pessoa é um mundo, e tem muito mundo nesse mundo pra conhecer
Translate
sábado, agosto 08, 2009
Mensagem aos meus amigos
Foi no banco da faculdade ou na cadeira do trabalho. Ou talvez no show dealguma banda esquisita, ou por meio de algum amigo estranho. Deve tercomeçado com um “oi”, que com o tempo e a intimidade virou “oiiiii, tudobeeem?” e aí danou-se, já estávamos envolvidos. Talvez nem tenha sido assimtão rápido, você pode não ter ido muito com a minha cara de começo, nem eucom a sua. Mas, como o destino é uma criança arteira que gosta de escondersuas meias, cá estamos nós, você e eu, partilhando coisas das nossas vidas.Você já deve saber muitas coisas de mim, assim como eu já sei muitas devocê. Devo saber seu animal preferido, ou se você não gosta de animal, ondegosta de ir, o que gosta de ouvir e se vai no cinema. Você possivelmentesabe bem que eu tenho problemas com telefones e que geralmente não ligo,que eu sofro de rabugentice e que se enfio uma ideia na cabeça... difíciltirar. Também deve saber que sou meio argentina. Ok, pode zuar. Essa é aparte onde eu sei que tipo de piada você vai fazer comigo por causa disso.Você sabe quando estou brava, eu sinto quando você está triste, ambossentimos saudades. Porque o mesmo destino arteiro trata de deixar algumaspessoas numa distância geográfica que não nos permite ver / tocar / falartodo dia. Mas ele não nos permite esquecer. Não quando é de verdade. Porquequando não é, a mente libera espaço para novas coisas e novas pessoas. Equando é pra sempre, o coração abre espaço. Espaço pra gente dividir, mesmoque seja virtualmente, só por pensamento, só de lembrança. Espaço semtempo, porque não são os dias que vão contar nossa história. É a nossahistória que conta os dias. Os dias que faltam para a gente se ver. Parater notícias. E a nossa história conta muito mais coisas: sorrisos,gargalhadas, lágrimas, abraços, noitadas. É, amigo, não tem mais jeito:ficamos um na história do outro e vai ser sempre assim. Marcados para aeternidade. Eternamente amigos.
segunda-feira, julho 20, 2009
domingo, julho 12, 2009
Sobre a família
Uma pessoa. Chega outra. E mais uma. Várias, até que a casa fique cheia. O tom da conversa é alto e os assuntos se confundem. Muitas vozes, muitos timbres. Rádio ligado, panela no fogo. Na mesa, copos, pratos, talheres e muita comida. Acaba o suco, busca outra garrafa. O telefone toca. O celular toca. O cachorro late. As crianças gritam. Os adultos contam piadas. Alguns reclamam. O barulho da televisão se mistura aos outros. O cachorro late de novo. Os adultos reclamam mais uma vez. As crianças agora choram. Pega a sobremesa. Mais louça pra lavar. Começa a chover. Corre pra tirar a roupa do varal. O assunto agora é o tempo, mas por pouco tempo. O programa da TV traz um tema novo, que logo emenda em outro e a conversa se perde e se divide em muitas novamente. Cheiro de café vem da cozinha. Barulho de talher. Bebida quentinha. Bolinho gostoso. Açúcar. União. Família.
domingo, julho 05, 2009
Avenida Paulista
Pode tirar foto mesmo, seu moço. Este é o lugar mais encantador desta cidade. É daqui, deste pedaço, que você mais vai sentir saudade...
quarta-feira, junho 24, 2009
Homem primata
Algumas pessoas se parecem com macacos mais do que outras. E não somente por características físicas.
Por um mundo com noção
O que as pessoas realmente precisam é de noção. A paz vem como decorrência disto.
quinta-feira, junho 11, 2009
Procura-se
A única presença que restou foi do corpo
A mente já se foi, o espírito perdeu-se numa curva sem fim
Só resta ausência nessa presença
Falta de olhos emocionados, de calafrios, de calor
Sobra medo, solidão e desapego
É um mar negro que não vislumbra as brancas velas
Um vazio mudo que não sabe mais escutar
Perguntas com respostas em branco
Um baile sem música
Livro sem autor
Foi a pressa? Seria culpa da ansiedade?
Se tudo tem um propósito
Ele deve estar escrito nas entrelinhas.
A mente já se foi, o espírito perdeu-se numa curva sem fim
Só resta ausência nessa presença
Falta de olhos emocionados, de calafrios, de calor
Sobra medo, solidão e desapego
É um mar negro que não vislumbra as brancas velas
Um vazio mudo que não sabe mais escutar
Perguntas com respostas em branco
Um baile sem música
Livro sem autor
Foi a pressa? Seria culpa da ansiedade?
Se tudo tem um propósito
Ele deve estar escrito nas entrelinhas.
quinta-feira, maio 21, 2009
Adivinhações
É como acompanhar a nova temporada da sua série de TV favorita.
Você pode correr para a tela fria da internet e adiantar tudo o que vai acontecer. Pode ser mais sagaz.
Mas quanto vale aguardar pelo dia certo, toda semana, em que as emoções vão ganhar tela cheia e que você terá a sensação de estar vendo tudo em tempo real?
Quanto vale ser bobo para sofrer a angústia, a ansiedade, a expectativa da espera?
Assim é a vida. Podemos tentar antecipar todos os próximos dias, medindo passos e palavras, e estando preparados para tudo. Mas perdemos tempo agora, economizando a surpresa da veracidade das lágrimas e dos sorrisos.
Tentar prever nos faz mais espertos. E também mais chatos.
Você pode correr para a tela fria da internet e adiantar tudo o que vai acontecer. Pode ser mais sagaz.
Mas quanto vale aguardar pelo dia certo, toda semana, em que as emoções vão ganhar tela cheia e que você terá a sensação de estar vendo tudo em tempo real?
Quanto vale ser bobo para sofrer a angústia, a ansiedade, a expectativa da espera?
Assim é a vida. Podemos tentar antecipar todos os próximos dias, medindo passos e palavras, e estando preparados para tudo. Mas perdemos tempo agora, economizando a surpresa da veracidade das lágrimas e dos sorrisos.
Tentar prever nos faz mais espertos. E também mais chatos.
quinta-feira, maio 07, 2009
Foi-se
Foi-se sem deixar no chão nenhuma marca
Marcou apenas a impressão do impossível
Foi-se sem falar nenhuma palavra
Disse apenas em escritos
Foi-se sem dizer adeus
Anunciou apenas sua volta
Foi-se
Mas como ficou.
Marcou apenas a impressão do impossível
Foi-se sem falar nenhuma palavra
Disse apenas em escritos
Foi-se sem dizer adeus
Anunciou apenas sua volta
Foi-se
Mas como ficou.
domingo, maio 03, 2009
Psicopatologia da vida cotidiana
Oito andares que levam à redenção, redução dos pecados, ampliação de perdões.
Escadarias que deveriam ser trilhadas de joelhos são substituídas pela rapidez e indolor subida de uma caixa metálica
Não há nada mais agoniante que os segundos que separam o chão do oitavo andar
Porque é o choro engasgado que quer sair
Porque é em oito segundos que as lembranças de oito dias, ou de muitos anos, passam correndo pela frente dos olhos, mas sem deixar que outras pessoas as vejam
Todas as dúvidas saem, sorrateiras, dos buracos onde se escondiam
Fazem caretas, riem-se
E as mãos que deveriam afagar sufocam a voz
Tentam suprimir a porção generosa de sentimentos que vem de dentro, do poço mais profundo
Inutilmente
Porque os diferentes tons de branco e azul vão capturar os olhos
Vão raptar toda atenção
E vão abrir toda a bagagem que veio posta nos ombros
É quando os oitos multiplicam-se
Por seis, por sete
Para acalentarem desalentos
Arrebatarem os arrependimentos
Arrefecerem as emoções
Deixe o cheque na mesa quando sair
Escadarias que deveriam ser trilhadas de joelhos são substituídas pela rapidez e indolor subida de uma caixa metálica
Não há nada mais agoniante que os segundos que separam o chão do oitavo andar
Porque é o choro engasgado que quer sair
Porque é em oito segundos que as lembranças de oito dias, ou de muitos anos, passam correndo pela frente dos olhos, mas sem deixar que outras pessoas as vejam
Todas as dúvidas saem, sorrateiras, dos buracos onde se escondiam
Fazem caretas, riem-se
E as mãos que deveriam afagar sufocam a voz
Tentam suprimir a porção generosa de sentimentos que vem de dentro, do poço mais profundo
Inutilmente
Porque os diferentes tons de branco e azul vão capturar os olhos
Vão raptar toda atenção
E vão abrir toda a bagagem que veio posta nos ombros
É quando os oitos multiplicam-se
Por seis, por sete
Para acalentarem desalentos
Arrebatarem os arrependimentos
Arrefecerem as emoções
Deixe o cheque na mesa quando sair
Assinar:
Postagens (Atom)